Distopia e ficção científica
Eu que nunca conheci os homens
Jacqueline Harpman
Lido em julho de 2026
Quarenta mulheres numa jaula subterrânea, e o livro não tem a menor intenção de te explicar por quê.
Você começa cobrando resposta — por que elas estão ali, quem prendeu, o que aconteceu lá fora — e em algum momento entende que a recusa é o assunto. É sobre solidão, e sobre o que sobra de humano quando te tiram tudo, inclusive a explicação.
A narração em primeira pessoa é o que segura: você fica dentro da cabeça dela tentando entender o que ela sente, e ela também não sabe. É triste, contínuo, sem ponto alto — escolha da autora, não falha.
É muita pergunta com pouca resposta, mais pensamento do que acontecimento. E quem te conta essa história nunca viu o mundo lá fora.
quem não busca respostas.
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