Literatura contemporânea
Os esquecidos de domingo
Valérie Perrin
Lido em setembro de 2026
Alguém ligava anonimamente para as famílias dizendo que o morador da casa de repouso tinha morrido. Elas chegavam correndo e encontravam o pai, a mãe, o avô vivos. E eram sempre as mesmas famílias: as que nunca apareciam no domingo, o dia de visita. No domingo seguinte, aquele velho recebia visita.
Os esquecidos de domingo são eles. E a pergunta que me segurou o livro inteiro não foi por que alguém faria isso — foi quem.
Apesar de ser o título, o livro não fica nisso. Ele corre em três linhas do tempo: a da Hélène, moradora da casa de repouso; a da Justine, que trabalha lá e escreve a história dela num caderno azul; e a dos pais da Justine. As três prendem, você quer saber o que acontece nas três.
Pra mim é um 9. E o que me ganha na Valérie Perrin é a escrita: textos longos, quase sem diálogo, e você não cansa. Ela prende sem precisar que nada aconteça. Essa é a estreia dela — depois veio ‘Água fresca para as flores’.
quem gosta de livro que prende sem precisar que nada aconteça.
Como associada da Amazon, ganho com compras qualificadas.



